Juliana Motter Abre as Portas da Maria Brigadeiro

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Juliana Motter Abre as Portas da Maria Brigadeiro

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Era 9h em ponto quando, da porta de ferro abaixada da loja, surgiu Juliana Motter. A doceira à frente da Maria Brigadeiro e autora do livro “O Livro do Brigadeiro” recebeu a gente com muita simpatia e tranquilidade, apesar do momento maluco às vésperas da Páscoa! “Podem entrar, aqui fica nossa cozinha”, disse ela apresentando a redoma de vidro que fica a literalmente dois passos da porta, “As pessoas pedem no caixa e podem assistir às meninas preparando os brigadeiros porque aqui tudo é fresquinho, feito na hora”.

Esse capricho e carinho em cada bolinha cuidadosamente pensada – são 40 sabores! – e magicamente enroladas pelas mãos ágeis das cozinheiras da equipe mudaram a vida da Juliana anos atrás. Depois de 10 anos como jornalista numa editora, ela jogou tudo para o alto e decidiu se arriscar no que mais a deixava feliz, o brigadeiro. “Meu pai, minha ex-chefe, todos me disseram que não ia dar certo, que eu era maluca”. Pagar para ver nunca foi tão recompensador! Com duas lojas hoje – nada de franquias, é importantíssimo manter o controle de qualidade de perto – uma na Rua Capote Valente (a que visitamos e está nas fotos) e outra no shopping JK Iguatemi, Ju pode e deve se sentir um sucesso.

Juliana Motter, dona da Maria Brigadeiro,

É impossível falar sobre a história da paulistana com o doce sem voltar no tempo. Desde pequena, Juliana comanda as próprias panelas. Inspirada pela avó do interior, que fazia compotas de doce e um leite condensado superartesanal, que era matéria-prima para as receitas da neta, Ju enrolava brigadeiros para comer e presentear. “Isso sempre foi muito natural para mim, fazia e levava para a escola, dava de aniversário para os amigos… Tanto que me apelidaram de maria brigadeiro!”. Aí descobrimos a origem do nome simples, divertido e cheio de alma do ateliê gourmet de brigadeiros dela.

Nunca me conformei que as pessoas não notavam o brigadeiro, que elas não o consideravam um doce digno de ser servido numa bandeja melhor do que aquelas de papelão.

Como a gente já comentou, os caminhos da vida a levaram primeiro às redações de jornais e revistas até que, por curiosidade – e uma pontinha de frustração na carreira -, a Ju acabou na faculdade de gastronomia. “Não tinha ambição alguma lá e achei o ambiente muito competitivo”, relembra, “Se eu dizia para os professores que queria saber mais sobre brigadeiro, riam de mim. Isso não me impediu e tudo que aprendia em sala, tentava desenvolver em casa, melhorando a receita do doce”. Deu certo, e a gente diz isso com a propriedade de quem provou os quitutes em versões inclusive mais exóticas como cupuaçu (trazido do Pará e extraído por índios!), leite ninho com farofa de biscoito, doce de leite com nozes, entre outras receitas de comer de joelhos.

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Nessa brincadeira gostosa de desenvolver sabores, Juliana se dividia entre os textos e as forminhas de brigadeiro até que, durante o aniversário de uma amiga em que ficou encarregada da parte “doce” da festa, ela acabou fazendo um networking inesperado. “Eu nunca dizia que pegava encomendas, mas depois de três tacinhas de vinho, acabei passando meu telefone para uma mulher. No dia seguinte, ela me ligou e pediu mil brigadeiros para um lançamento de livro da Livraria da Vila”, conta, “Eu nem tinha espaço no fogão para tantas panelas e muito menos tempo, mas uma colega me encorajou e emprestou a cozinha ampla da casa dela e eu aceitei a missão”. Ao final do evento, a tarefa não só tinha sido cumprida como os brigadeiros e os cartões improvisados da Ju tinham acabado. Assim nasceu a Maria Brigadeiro.

A ALMA DA MARIA BRIGADEIRO

Explorando um mercado que nem sonhava em existir na época – a Maria Brigadeiro foi a primeira loja, fundada em 2007, especializada em um único doce no Brasil! -, Juliana definiu desde o primeiro momento qual seria o conceito por trás do empreendimento delicioso: aconchego, frescor e inovação. “Nada aquece mais o coração do que brigadeiro feito na hora, né?”.

Meus brigadeiros só saem embrulhados como se fossem para presente. É um doce afetivo.

A gente concorda e acrescenta: fica ainda mais especial quando essa delícia é feita em casa, com a vibe cozy que as lojas da Maria Brigadeiro exalam. “A primeira foi em um sobradinho em Pinheiros, onde eu morava na parte de cima. Não tinha dinheiro para pagar dois aluguéis então a minha cozinha também era a do negócio”, revela, “Quando nos mudamos para cá e abrimos no JK, quis trazer esse espírito gostoso também – é parte da essência da marca”.

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O CHOCOLATE PURO E ÚNICO

Outro diferencial do ateliê gourmet da Ju é o chocolate usado para fazer a receita – embora nem todos os sabores levem o ingrediente. Após um dos seus principais fornecedores, a francesa Callebeaut, anunciar a saída do país, ela precisava encontrar um chocolate puro o suficiente para seus padrões exigentes e que tornavam o brigadeiro especial de verdade. “Posso dizer que sou praticamente autodidata em chocolate, mergulhei a fundo para encontrar o melhor e cheguei à conclusão que tinha que produzir o meu”, diz. “Fiquei três anos fazendo testes e usando esse chocolate nos brigadeiros sem contar para os clientes”.

O chocolate bom tem que derreter na boca aos 37º. Para isso acontecer, é preciso usar uma manteiga de cacau puríssima, além de outros ingredientes de qualidade.

Viagem para plantações de cacau vai, experimentos com a manteiga e o fruto vem, ela acertou na mão e hoje faz in house chocolates branco, meio amargo e ao leite. “As pessoas estão começando a entender a diferença de um chocolate artesanal, bem feito”, conta, “A gente ganhou esse ano como Melhor Chocolate na Veja São Paulo!”.

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