Um bate-papo sobre óculos com Chantal Goldfinger

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Um bate-papo sobre óculos com Chantal Goldfinger

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Foi amor à primeira vista. Poderia ser o começo de um bom livro de romance, mas, na verdade, é só a história de Chantal Goldfinger e os seus óculos de grau e sol – ela não faz distinção, ama todos. “Via meu pai viajando para escolher o modelo certo em Paris, era um acontecimento e eu queria fazer parte disso!”, conta ela que não tinha porquê usar óculos até os 13 anos, quando, depois de muito insistir com a mãe anos a fio, foi ao oftalmologista e descobriu um grau muito pequeno de miopia, mas que já dava aval para olhar tudo através das lentes.

Um bate-papo com Chantal Golfinger

Aliás, a primeira escolha já era um teaser do que vinha por aí: um par de óculos Gucci azul enorme. “Usava só para a aula e deixava, superorgulhosa, o case bem à mostra na carteira”, diz, “Depois, apesar do bullying, quis um modelo todo quadriculado tipo “linha de chegada” e, óbvio, fui zoada – eu pedi para seu zoada! [risos]”. A personalidade extravagante e divertida que Chantal demonstra a cada troca de óculos – para o nosso shoot, em parceria com o Histórias de Casa, foram umas 3 pelo menos – contrasta com o que ela diz sobre si mesma, que  garante ser tímida e isso só se justifica quando revela: “Uso os óculos como um escudo — quando estou com eles posso ser quem eu quiser”. Pelas contas até agora, dá para a loira ser uma Chantal diferente por dia durante um ano – são mais de 360 pares!

Brinco que tenho uma personalidade para cada óculos então todo dia escolho ser alguém diferente. Só abro a gaveta e puxo qualquer um para usar!

Da casa no Jardim Europa para o apê amplo, clean e extremamente bem-decorado no alto do Shopping Cidade Jardim, só uma coisa permaneceu a mesma: o closet cheio de gavetas para os óculos de grifes como Fendi e Dolce & Gabbana, e outras marcas menos conhecidas do público em geral mas mega conceituadas no meio “quatro olhos” como a belga Theo, que deu o primeiro protótipo da história da brand à Chantal esse ano. “Sou muito groupie da marca, fiquei louca quando percebi que no pacote que eles me deram, todo enroladinho em panos, tinha esses óculos lá!”, conta ela que, dessa viagem recente, trouxe mais uma gaveta inteira nova. Ah!, e antes que a gente se esqueça, Chantal tem novidade quente: acaba de desenhar e produzir, em parceria com Xavier-Derome, uma coleção ainda, infelizmente, sem previsão de desembarque no Brasil.

Decoração do apê amplo, clean e extremamente bem-decorado da da Chantal Golfinger no alto do Shopping Cidade Jardim

Decoração do apê amplo, clean e extremamente bem-decorado da da Chantal Golfinger no alto do Shopping Cidade Jardim

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Além dos cliques em seu cômodo favorito da casa, o quarto, também exploramos num tour a imensidão da sala de estar, o cantinho aconchegante da sala de TV e o espaço superiluminado da varanda. Ali, no futon turquesa com um pug laranja aos pés, Chantal falou mais sobre o começo do By The Eyewear, a empreitada que a fez mergulhar sem vergonha e de cabeça na sua maior paixão.

Chantal Goldfinger em seu apê no alto do Shopping Cidade Jardim

O CLICK QUE A FEZ SE JOGAR NO MUNDO DOS ÓCULOS…

“Trabalhava com produção de novela na Globo (Chantal fez cinema na FAAP e publicidade na ESPM) e chegando um dia lá, o maquinista me disse: ‘Você só me faz perder dinheiro!” e eu não entendi então perguntei porque, aí ele me contou que estavam fazendo um bolão para tentar adivinhar qual seria o modelo que usaria no dia seguinte e ninguém, inclusive ele, nunca acertava. Estávamos gravando há 40 dias e eu não havia repetido óculos uma vez sequer! [risos] Fiquei em choque que reparavam tanto nisso, foi um estalo para perceber que os óculos são um acessório poderoso! Comecei a montar meus looks a partir deles, tentando combinar com algum acessório para chamar ainda mais atenção.”

Sempre gostei de óculos, mas nunca imaginei que a obsessão fosse tão grave assim! [risos] Assim como as pessoas compram sapatos, bolsas e roupas, eu compro óculos.

O COMEÇO DO PROJETO…

“Após aquele episódio da portaria, foi a vez do meu ex-namorado e então paquera na época notá-los também. No primeiro encontro, fui combinando os óculos com um par de loafers bordados (com o desenho do modelo que estava usando na ocasião) da Blue Birds e ele me indagou se eu sempre saía com esse match. Ri e disse que não tinha tempo de bordar tantos sapatos então que a resposta era não. [risos] Com o passar do tempo, ele começou a me encorajar a mostrar mais meus óculos; assim como as blogueiras tinham o look do dia, eu tinha os “óculos do dia”. Achei a ideia ridícula, mas fizemos de brincadeira um brainstorming de nomes e ele acabou criando o instagram do By The Eyewear para mim! Depois disso, não tive como não me jogar e acabei amando estudar e falar sobre o acessório – da história das marcas tradicionais, às visitas em feiras internacionais aos processos de fabricação das hastes e lentes.”

Chantal Goldfinger, dona da by the eyewear, no recebeu em seu apê clean e extremamente bem-decorado no alto do Shopping Cidade Jardim

PORQUE O BY THE EYEWEAR É DIFERENTE DE TUDO QUE A GENTE JÁ VIU…

“Não gosto de pensar no BTE como um blog porque ele não é. Considero-o como um portal, um canal onde escrevo sobre o tema a partir de muita pesquisa, muito estudo. Tanto que, depois de alguns anos indo em feiras mundo afora e conhecendo (pedindo na cara de pau mesmo!) muitas fábricas, os designers me conhecem e chegam até a mandar protótipos e novos modelos para saber minha opinião. Acho isso o máximo! É uma realização de verdade fazer reviews e receber tanta coisa legal. Além da raridade da Theo (a história que ela contou mais acima), uma das últimas coisas incríveis que esse universo me proporcionou foram os óculos em chifre de búfalo, totalmente handmade, que um designer da Malásia me enviou. Eles são incríveis! Uma obra de arte para ostentar no rosto, não só mais um detalhe no look ou tendência para postar nas redes.”

A essa altura do bate-papo, com um café nas mãos e na outra um pedaço de pudim que Chantal nos ofereceu, o sol já começava a se pôr e não fazia mais tanto sentido continuar com as lentes de sol espelhadas que ela usava, o que significava que também já era hora de irmos embora. Antes da despedida, ela foi até o closet, trocou de óculos e voltou a tempo de, ao lado da sua dog Paloma, soltar mais uma curiosidade que nos fez sair de lá a achando incrível. “Acreditam que eu e a Paloma temos óculos iguais, tipo ‘mommy and me’!?”. Caminhamos até o closet novamente, apuramos a veracidade do fato, demos boas risadas e entramos no elevador para voltar pra casa enxergando o universo de possibilidades e curiosidades dos óculos de um jeito totalmente diferente — sem necessariamente precisar usá-los.

Super coleção de óculo da Chantal Golfinger

Chantal Goldfinger nos recebeu em seu apê clean e extremamente bem-decorado no alto do Shopping Cidade Jardim

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